CRÍTICAS À MANEIRA DE ABORDAGEM DA GESTÃO DEMOCRÁTICA PELA CHAMADA VISÃO MARXISTA DE EDUCAÇÃO

CRÍTICAS À MANEIRA DE ABORDAGEM DA GESTÃO DEMOCRÁTICA PELA CHAMADA VISÃO MARXISTA DE EDUCAÇÃO

Dener José Datti

 

A proposta do professor Angelo Ricardo de Souza é que a direção da escola seja eleita pela comunidade escolar.

O problema é que esse modelo pode trazer um grande problema presente principalmente nas comunidades em geral, que é o proselitismo político partidário sustentado com dinheiro público.

E assim eleger o mais populista e não o mais qualificado e o mais apropriado com a prática de gestão. Ou seja, uma gestão oportunista e populista, ligada a partidos e ao monopólio do proselitismo e propaganda.

Dentro dessa "teoria" de "eleição" da gestão "democrática" proposta pelo professor e por essa nova maneira de "eleição", quem irá se eleger dentro dessa proposta de eleição através da "comunidade" escolar será aquele que faz mais propaganda na comunidade escolar, ou seja, o candidato professor ligado a um partido político que tem relação com escolas de samba (que recebe dinheiro público, só esse ano cada escola recebeu 2 milhões da prefeitura, como incentivo "cultural"), e será um professor bem relacionado com um partido populista, com relação e trabalhos demagógicos em favelas, normalizando o pobre e aquele monte de demagogia dos partidos neo esquerda nacionais,  e seguramente quem tem ligação com algum partido político populista, geralmente de esquerda, o que seguramente irá eleger sempre a mesma panela ligada aos partidos que se infiltram com dinheiro público para fazer apologia ao pobre e propaganda de "melhorias". 

Eu acho complicado esse modelo proposto, muito simplista sobre democracia e gestão democrática e que abre precedentes para manter sempre a mesma panela ligada a partidos de estagnação enraizados no Brasil. Bem complicado.

 

Outro problema é que fica muito semelhante às PEIs, onde bons professores que passam conteúdo são eliminados pelas crianças que elegem o professor lúdico e "amigo", que deixa todo mundo sem fazer nada e não tem uma postura de professor realmente, mas de um ensino lúdico, moroso, sem exercícios e muito voltado para atividades em grupo, lúdicas, com caráter oficineiro e pouco pedagógico.

 

Suponhamos que temos uma eleição para diretor escolar, onde são os alunos irão eleger o diretor, nesse sistema chamado de Paulo Freire. Isso já acontece de outra forma nas escolas do programa Ensino Integral, onde o professor que dá atividades de escrita e matemática é hostilizado, pois os alunos é que escolhem através de votação o professor que continuará na escola no final do ano.

O que tem acontecido nesse modelo é que na prática os professores que não fazem aquilo que os alunos querem são retirados do programa e saem da escola, tendo que se afastar do programa ensino integral por um ano.

 

Os alunos das PEIs é que mandam na escola, onde o professor que dá conteúdo é altamente hostilizado, ou seja, é um programa anti-ensino.

 

Acho complicado a gestão democrática de eleição no oba-oba da maneira que o professor está propondo como "melhor forma", acho que abre bastante precedentes para o proselitismo político partidário e para panelas. Penso que deva existir mecanismos de não virar marmelada essa gestão democrática proposta pelo professor Angelo em seu vídeo.

 

O vídeo é: https://www.youtube.com/watch?v=eZx7ctRMpP8

 

Em relação ao artigo: “Gestão e qualidade da educação escolar básica: sentidos em construção” dos autores: Graziela Zambão Abdian e Paulo Henrique Costa Nascimento, também tenho várias ressalvas, já que o texto apresenta uma inversão de valores, ao definir que:

 

Concordando com Oliveira (2015), podemos dizer que os discursos sobre gestão e qualidade no âmbito  acadêmico  se  assemelham  por  integrarem  um  campo  discursivo composto por um conjunto de enunciados que seguem regras e normas historicamente determinadas pelos integrantes do próprio discurso. Sendo assim, o que dizemos sobre os temas academicamente “não foge às regras impostas pelo discurso que nos autorizam a proferir determinadas verdades e não outras”.

(OLIVEIRA, 2015, p. 107, grifo da autora).

 

A autora inverte o sentido da qualidade da gestão, como se fosse uma concepção, um conceito, quando na verdade não é questão de conceito, mas questão técnica. Ou seja, o fato de alguém ser mais bem preparado e ter maior experiência, com um currículo e histórico de alto valor não é uma questão de concepção, mas uma questão técnica comprovada.

A autora tenta relativizar o conhecimento, propondo uma visão política de algo que é técnico, o que é um enorme equívoco. Equívoco muito frequente em discursos populistas, onde existe proselitismo político partidário e relativização daquilo que se tem interesse em relativizar, para o benefício de discurso próprio.

 

Outra parte do texto os autores criticam a parte da administração moderna inserida na área da gestão escolar, o que também é um erro, pois a administração faz parte até das contas pessoais de uma pessoa, quanto mais em uma escola.

 

Aproveito para fazer um adendo crítico ao que o Governo do Estado pretende fazer, separando um diretor administrativo e um diretor pedagógico, isso além de encarecer e onerar os cofres públicos, irá com certeza fragmentar e gerar confusão administrativa, pois o diretor precisa ter voz ativa na parte administrativa da escola e as fusões se completam na escola. Ou seja, é impossível gerir a parte pedagógica de uma escola onde não existe limpeza e higiene, onde não existe condições, onde tem aranhas na sala de aula, etc. Então a função do diretor pedagógico está atrelada a função de diretora administrativo, sim!

 

Outro problema do texto é a construção dialética marxista, os autores entendem a educação como meio de transformação social através do pensamento político e eu entendo a transformação social através do conhecimento e não do viés ideológico político marxista. Esse é outro erro dos autores.

 

Outro problema são as pesquisas. Nas pesquisas os autores mostram que houveram melhorias em escolas municipais, onde houveram provimento de eleição para diretores. Até aí é um tipo de pesquisa, envolvendo gestão da escola municipal.

Mas se ao comparar com escolas privadas, onde não existe gestão democrática e onde não existe eleição para diretor, sendo o diretor colocado por seu currículo e capacidade, como é o caso dos colégios: Colégio Bandeirantes, Colégio São Luis, Colégio Vértice, Colégio ETAPA, Colégio Pioneiro, Colégio Dom Inácio de Loyola, Colégio Visconde de Porto Seguro, Colégio Stance, Colégio Marista.

 

Como fica então os argumentos das autoras? Será que é possível comparar a eficiência da educação desses colégios com os colégios que tiveram diretores eleitos pela comunidade?

 

Precisamos ser honestos ao colocar algo como estudo, pesquisa e fato consumado.

 

Só percebi que o texto é demasiadamente tendencioso e marxista, o que é muito ruim, principalmente pedagogicamente, visto que devido a concepção de Paulo freire e da Psicogênese da Língua Escrita, juntamente com o histórico herdado dos Pioneiros da Educação Nova, onde se queria usar a educação e a escola pública como meio de fomento para a Revolução da Intentona Comunista, como todo esse processo marxista veio destruindo a educação no Brasil e hoje temos o analfabetismo devido ao pensamento de que a escola deve ser um meio de politização ideológica e não um local de ensino e aprendizado, como se ensinar e aprender e a educação tradicional fosse ultrapassada. Essa concepção marxista da educação é que vem destruindo a nossa educação, destruindo inclusive a nossa língua portuguesa.

 

Não sou contra a gestão democrática, mas sou contra o proselitismo político partidário e sou contra a visão de que a escola deve ser vista com a visão romântica marxista de um centro revolucionário, sou contra a visão defendida por Paulo Freire de que a educação deve ser para a formação ideológica e os locais públicos educativos como as escolas devem ser usados para fomentar a revolução e para fomentar a coletivização, a massificação ideológica de indivíduos.

 

Sou totalmente contra a visão de Paulo Freire que ensinar é uma educação bancária e de que a prática de exercícios é autoritária.

 

Essa visão freireana e marxista da educação é a deturpação da educação, o que vem levando o Brasil ao analfabetismo funcional e a eleição de candidatos com promessas cada vez mais mentirosas e cada vez mais corruptos de caráter, de mente e de espírito.

 

Por detrás dessa visão distorcida de educação é que vem sendo fundamentada toda a escola nova, onde o aluno fala mais do que ouve, tem voz ativa o tempo todo, levando muitas vezes para a delinquência, como temos visto em escolas públicas, com altos problemas disciplinares, com drogas e com a destruição gradual da educação.

 

Essa destruição da educação está culminando com a distorção e destruição exatamente do processo democrático, onde políticos corruptos se reelegem, com coligações com partidos que se instalam no poder com o objetivo de nunca mais saírem, além de termos hoje uma normalização da falta de conferência impressa da contagem de votos e da perseguição para qualquer um que questione a lisura das eleições.

 

Essa perseguição já existia em outros setores, como é o setor da educação, onde na prática, não se pode questionar Paulo Freire, nem Libâneo, nem Marx, nem marxismo cultural e qualquer pessoa que questione a Psicogênese da Língua Escrita será perseguida pela ideologização acadêmica instalada nas universidades.

Paulo Freire é o retrocesso consecutivo, é a ideologização através do ensino e a utilização do espaço público escolar para o fomento da ideologia com base no marxismo cultural, que é a doutrinação ideológica das ideias de Marx, adaptadas para a educação, onde se massifica o aluno e o estudante, a fim de que ele seja um militante.

Paulo Freire é a estagnação da educação, a chamada progressão continuada, onde alunos passam de ano sem estudar, onde o aluno não é avaliado e nem valorizado pelo seu desempenho, mas por sua militância, pelo seu engajamento com grêmios, pela falação exarcebada em sala de aula, com a conotação de que isso seria democracia, onde o aluno que estuda não é valorizado e o aluno bagunceiro é valorizado e passa de ano, onde se relativiza o saber.

Paulo Freire é a concepção de que ensinar é educação bancária e que aprender é autoritário. Essa é a base do analfabetismo e da popularidade de políticos corruptos no Brasil, hoje liberando a maconha e depredando a escola pública.

 

Dener José Datti

 

Referências:

 

Abdian, Graziela Zambão. Nascimento, Paulo Henrique Costa. “Gestão e qualidade da educação escolar básica: sentidos em construção”. Passo Fundo. RS. 2017.

 

Benedetti, Katia Simone. A Falácia Socioconstrutivista. São Paulo. SP. Editora Kirion. 2020.

 

Brasil nos últimos lugares do PISA novamente. Epoch Times Brasil. 2023. Curitiba. PR.

https://www.youtube.com/watch?v=XcKlWkqfSU4&t=1113s

 

Cavalcante, Valesca de Oliveira. O QUE DIZEM PAULO FREIRE E EMÍLIA FERREIRO. João Pessoa. PB. 2017.

Datti, Dener José. A ORIGEM DA ESQUERDA NO BRASIL. São Paulo. SP. 2023.

 

Freire, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Editora Paz e Terra. Rio de Janeiro. RJ. 1996.

 

Giulliano, Thomas. Desconstruindo Paulo Freire. Editora História Expressa. Porto Alegre. RS. 2020.

 

GOVERNO ADOTA O MÉTODO PAULO FREIRE. Memorial da Democracia. 1963.

Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/governo-jango-adota-metodo-paulo-freire

 

Gramsci, Antonio. Coleção Educadores MEC. Fundação Joaquim Nabuco. Editora Massangana. Recife. PE. 2010.

 

Libâneo, José Carlos. Democratização da Escola Pública. A Pedagogia Crítico Social dos Conteúdos. Editora Loyola. São Paulo. SP. 1985.

 

Souza, Angelo Ricardo de. Nós da Educação. TV Paulo Freire. SEED Paraná. 2007. Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=eZx7ctRMpP8

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